A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E A DITADURA DE REPRESSÃO MILITAR NO BRASIL

Ciências Humanas

ID 98-2020
Anos Finais do Ensino Fundamental Ensino Médio/Técnico

4ª FEMIC Jovem

Autores

Iasmim da Silva de Oliveira
João Marcelo Ramos da Rocha(Orientador)

Candeias, Bahia

Centro de Educação Colibri

FLIPBOOK do Trabalho

Trabalho que busca a compreensão do papel da Teologia da Libertação e de seus padres/pastores/servidores da igreja durante a ditadura de repressão militar brasileira.

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REsumo Científico

A Teologia da Libertação é uma corrente teológica cristã que interpreta o Evangelho e a vida e a passagem de Cristo pela Terra como libertadora e forte opositora a toda e qualquer forma de opressão e castração do povo – especialmente o pobre, o mais necessitado, o mais vulnerável. Essa corrente se desenvolveu na américa latina e tem como alguns dos seus principais expoentes os teólogos o brasileiro Leonardo Boff, o uruguaio Juan Luis Segundo e o Padre Gustavo Gutiérrez. A T.L. é fortemente marcada pelo desenvolvimento de trabalhos pastorais e de suporte às pessoas em condições de exploração. Durante os anos 60 e 80, essa corrente evangélica se pôs em forte embate com a ditadura de repressão militar brasileira. Muitos padres, pastores e missionários a ela adeptos foram presos, torturados e mortos. Alguns, até os dias de hoje, estão desaparecidos. O estudo da Teologia da Libertação torna-se necessário em função do momento de extrema exploração imposto pelo capital, pela difusão e propagação de ideias neofascistas e neonazistas por parte da comunidade cristã brasileira e pela relevância histórica e social da matéria. Este trabalho objetiva compreender o papel da Teologia da Libertação e de seus padres/pastores/servidores da igreja durante a ditadura de repressão militar brasileira; pesquisar a Teologia da Libertação, sua origem e seu desenvolvimento; entender as relações existentes entre essa corrente evangélica e a instituição Igreja Católica; e analisar a importância da T.L. na resistência à ditadura de repressão militar brasileira. O modelo de investigação científica escolhido foi o exploratório, qualitativo e bibliográfico. Ampla revisão teórica sobre o tema gerador do trabalho foi realizada através de livros, artigos, vídeos e matérias jornalísticas. Uma entrevista com o padre Júlio Lancelloti e o leigo Frei Betto – ambos adeptos à Teologia da Libertação – também foi realizada. Tudo foi cuidadosamente registrado em um diário de pesquisa e amplamente debatido com o orientador e o grupo de iniciação à pesquisa Sociedade dos Poetas Mortos. A Teologia da Libertação foi forte instrumento de combate e resistência à ditadura implantada no Brasil em 1964. Ela fundamentou o pensamento e a práxis de diversos padres e missionários; colaborou com outros veículos e instrumentos de luta da classe trabalhadora; protegeu os mais pobres e os mais necessitados da miséria e das repressões; e deu esconderijo, suporte e fuga àqueles que foram ao embate armado – como Carlos Marighela. Foi fortemente perseguida pela instituição Igreja Católica e pelo estado de brasileiro de repressão pelo seu caráter revolucionário e pela sua proximidade com o pensamento marxista/socialista. Ainda hoje é fortemente lida, debatida e posta em prática por padres, teóricos, teólogos e leigos de todo o mundo.

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