O USO DO SORO DE LEITE PARA O FORTALECIMENTO NUTRICIONAL DE PLANTAS

Ciências Agrárias

ID 518-2020
Anos Finais do Ensino Fundamental Ensino Médio/Técnico

4ª FEMIC Jovem

Autores

Maria Carolina Galarani Fagunde
Kamilly VictóriaFerreira Oliveira
Stefany Paquiele Valente Santos
Aquiles Mariano Cassim (Orientador)

Vieiras, Minas Gerais

nome da escolaEscola Estadual Assis Brasil

FLIPBOOK do Trabalho

O projeto surgiu a partir da observação do grande descarte do soro de leite como sendo um resíduo sem utilidade, com intuito de dar a ele um destinatário.

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REsumo Científico

Nosso projeto é referente à eficácia do uso do uso do soro do leite para o combate de fungos e pragas como o oídio.
Oídios são doenças de plantas, causadas por fungos altamente evoluídos, que só crescem nos tecidos vivos das plantas. Os oídios são fáceis de reconhecer, por que formam colônias esbranquiçadas na superfície das plantas e também na parte inferior.
Na maioria dos casos muitas pessoas utilizam o dióxido de enxofre para combater esse mal. Apesar de ter resultados apresenta a desvantagem de necessitar de um equipamento especifico para o polvilhamento por provocar irritação e aumento na produção de muco, desconforto na respiração e o agravamento de problemas respiratórios e cardiovasculares, tanto que é considerado um irritante primário. Esse agravamento de sintomas na saúde pode acabar em internação hospitalar e prejuízos para a saúde daqueles mantem contato direto com o produto.
Pensando nisso e em uma forma de usar um método natural, o leite vem sendo utilizado por aqueles que veem seus nutrientes como um verdadeiro aliado. Mas ao utiliza-lo estaríamos descartando algo que poderia ser usado para o consumo humano.
Após a observação do descartes do soro e o conhecimento sobre seus componente decidimos usá-lo para o combate do oídio, visto que, se o leite é usado juntamente com a agua por ser muito concentrado para ser utilizado sozinho o soro seria o ideal, por passar pelo processo de fabricação de queijos e derivados acaba sendo um produto agroindustrial com baixo valor comercial, se tornando um resíduo que quimicamente possui inúmeros componentes em sua composição que apresentam diversas propriedades funcionais e bioativas, despertando assim a sua utilização na biotecnologia como um substrato alternativo para elaboração de meios de cultura com baixo custo e minimizar os problemas ambientais.
Após estudos, pesquisas, decidimos fazer o experimento, na qual foi usado o método comparativo, onde foi tratada uma couve que já se encontrava com o pulgão e uma outra foi plantada e desde o início de seu crescimento foi regada, três vezes na semana com o soro do leite e o restante da semana com a agua. Notamos que depois de um mês de experimento as colônias esbranquiçadas desapareceram do pé de couve que já possuía o oídio e a couve na qual foi plantada e regada desde início não criaram fungo.
Com um excelente resultado acerca do experimento resolvemos explicar para algumas pessoas acerca de nossa descoberta e assim propor para elas que assim como nós experimentasse o soro do leite em suas couves e no fim relatássemos o ocorrido para que assim realizássemos a confecção do gráfico como nossa metodologia.
Com o recebimento de nossa bolsa foi proposto à continuidade do nosso projeto para que fosse estudado mais a fim o real motivo do soro interferir no desenvolvimento do oídio e assim combate-lo. Nossa professora em conversa com o nosso grupo propôs que usássemos a fita de pH para medir seu nível e saber se este é ácido, neutro ou base. Com isso compramos a fita e medimos o pH.
O pH do soro fresco está na escola 4,5, sendo então ácido.
Em conversa com o agrônomo, este disse que a maioria dos nutrientes é absorvido melhor pelas plantas se o solo mantiver uma faixa de pH entre 4,0 e 6,5. Isso significa ligeiramente ácido, quase neutro. O pH de um soro fresco é igual ao pH do soro que é mantido na geladeira, o pH do soro que não é mantido na geladeira com o tempo vai sofrendo fermentação e suas propriedades vão se alterando, tornando- se cada mais ácido por formar um coalho, ficando fora da escala ideal, pelo seu pH ser equivalente a 2,0.
Ficou provado que se as plantas estão sujeitas a fungos é por que elas não estão em um solo que corresponda com o Ph ideal para manter seus nutrientes, então elas ficam mais vulneráveis. Para comprovar a eficácia do soro, fervemos uma couve tratada com o soro e uma não tratada, ambas de pés diferentes, notamos logo após a fervura uma coloração diferente ao obter o produto desejado, que é a fervura do mesmo. O presente copo com a coloração mais escura corresponde a couve tratada, e seu pH manteve na escala 5 e o copo com a coloração mais clara com O pH correspondente a 2. Podemos concluir, que o soro por ser um componente ácido, transmite para a couve-hortaliça estudada- toda a sua acidez, que ao penetrar no solo o pé de couve terá sua acidez apropriada para crescer saudável e caso já exista pragas como o oídio é capaz de combate-las.

Para qualquer dúvida, envie um email para os autores

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Coordenação geral: Fernanda Aires Guedes Ferreira
Vice Coordenação: Larissa Amaral Diniz Tomaz
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