PROTÓTIPO PARA SUBSTITUIÇÃO DO POLIPROPILENO NA CONFECÇÃO DO CABO DE ESCOVA DE DENTE A PARTIR DO BAGAÇO DE CANA DE AÇÚCAR

Ciências Biológicas

ID 321-2020
Ensino Médio/Técnico

4ª FEMIC Jovem

Autores

Marcia de Las Mercedes Maure Beatón, João Pedro Gonçalves de Marconsini e Vizel, Ana Clara Menelau, Claudia Carla Caniati (Orientadora), Aloísia Laura Moretto (Coorientadora)

Botafogo, SP

Escola Estadual Culto à Ciência

FLIPBOOK do Trabalho

A questão orientadora deste projeto está na possibilidade de substituir o cabo plástico da escova de dentes, por um material que contribua para evitar os problemas relacionados ao descarte e permanência de objetos plásticos no meio ambiente.

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REsumo Científico

Com a prática do uso indiscriminado do plástico pelas produções industriais e comerciais, aumenta o impacto da contaminação no meio ambiente e na sociedade humana. Entre os produtos derivados do plástico, podemos ressaltar as escovas dentais. O bagaço de cana de açúcar oferece grandes benefícios para o meio ambiente, além de possuir um amplo potencial produtivo, e de ser um dos principais resíduos da agroindústria brasileira. A proposta do trabalho é a utilização do bagaço de cana de açúcar na produção de um material alternativo ao polipropileno presente no cabo da escova de dente, substituindo um material proveniente de um recurso não renovável e de difícil decomposição por um produto biodegradável, oferecendo uma nova possibilidade de produção sustentável. O cabo foi confeccionado com painéis aglomerados, constituído de partículas de bagaço de cana de açúcar trituradas e peneiradas com incorporação de uma resina biodegradável, obtidos a partir da prensagem da matéria prima a temperatura ambiente. O protótipo apresenta dimensões padrão de uma escova dental destinada a crianças e foi produzido com auxílio de máquina de prensa serra e lixadeira. O painel elaborado com resina poliuretana bi componente à base de óleo de mamona apresentou rigidez, boa distribuição da resina e entrelaçamento das partículas, porém com aumento de 56% da massa inicial quando imerso por 24 horas em água. Para diminuir a absorção de água e inchamento, um revestimento com um filme da própria resina foi feito, fornecendo um resultado promissor, pois a massa final apresentou um acréscimo de apenas de 1% em relação à massa inicial. Para evitar absorção de umidade, pretende-se substituir o banho de resina pelo processo de torrefação, que consiste em uma pré- carbonização do material, obstruindo os poros presentes na superfície externa do material, impedindo a entrada de água. Para finalizar a construção do protótipo, cerdas sintéticas foram inseridas de forma artesanal.

Para qualquer dúvida, envie um email para os autores

É proibida a reprodução, a distribuição, a transmissão, a exibição, a publicação ou a divulgação, total ou parcial, sem prévia e expressa autorização dos autores e a FEMIC – Feira Mineira de Iniciação Científica.


Coordenação geral: Fernanda Aires Guedes Ferreira
Vice Coordenação: Larissa Amaral Diniz Tomaz
contato@femic.com.br

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