ACIDENTES CAUSADOS POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA (MINAS GERAIS): UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DO PERÍODO DE 2014 A 2018

Ciências Biológicas

ID 358-2020
Anos Finais do Ensino Fundamental Ensino Médio/Técnico

4ª FEMIC Jovem

Autores

Cláudio Ferreira Nogueira
Louryel Henrique Nogueira Alves
David Collares Achê (Orientador)
Débora Cristina de Oliveira Silva Nunes (Coorientadora)

Uberlândia, Minas Gerais

Escola Estadual Messias Pedreiro

FLIPBOOK do Trabalho

O trabalho se caracteriza pelo levantamento de dados sobre acidentes com animais peçonhentos no município de Uberlândia, entre os anos de 2014 e 2018.

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REsumo Científico

Acidentes causados por animais peçonhentos são um problema de saúde pública de notificação compulsória segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os animais peçonhentos produzem peçonha em glândulas, a qual é injetada na vítima por um aparelho inoculador, que pode ser aguilhões, ferrões ou dentes. Mediante o grande número de casos ocorridos anualmente no estado de Minas Gerais e a ausência de informação sobre os acidentes causados pelos animais peçonhentos em Uberlândia (MG), o estudo orientou-se pela pergunta: “Qual é o perfil epidemiológico dos acidentes com animais peçonhentos registrados no município de Uberlândia?” Para isso, fizemos contato com o setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Uberlândia para obter acesso aos dados secundários de acidentes com animais peçonhentos ocorridos em Uberlândia de janeiro/2014 a dezembro/2018. Utilizando método de pesquisa observacional, quantitativo-descritivo, longitudinal-retrospectiva, decodificamos e analisamos os dados relacionados à vítima, agravo e aspectos clínico-laboratoriais. Dos 1676 casos analisados, 1605 referiram-se a acidentes com abelhas, aranhas, escorpiões e serpentes, os demais foram atribuídos a outros animais ou o animal fora ignorado. Os acidentes ocorreram mais em mulheres para todos os animais peçonhentos, exceto serpentes e a faixa etária mais acometida foi de 18-60 anos, principalmente em zona urbana, sendo os escorpiões os principais agentes agressores, seguidos por serpentes, aranhas e abelhas. As vítimas procuraram atendimento médico nas primeiras horas após o acidente e a maioria dos casos foi considerada como leve e não recebeu soroterapia. Praticamente todos os casos evoluíram para cura e poucos óbitos foram registrados (houve ao menos um óbito/cada animal). Os acidentes causados por escorpiões e serpentes ocorreram mais nos meses chuvosos do ano e para as aranhas e abelhas, os casos foram mais ou menos constantes ao longo dos meses

Para qualquer dúvida, envie um email para os autores

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Coordenação geral: Fernanda Aires Guedes Ferreira
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